ÍDOLO DO FLAMENGO ALCANÇA MARCA PESSOAL, SE JUNTANDO A GRUPO SELETO NA HISTÓRIA DO CLUBE

O consórcio formado por Flamengo e Fluminense não dá trégua na busca pela gestão do Maracanã. Em um capítulo inesperado, o grupo lançou seu sexto recurso de impugnação, desta vez direcionado à RNGD, empresa da Arena 360, de Brasília. Essa última também almeja controlar o destino do estádio e do ginásio do Maracanãzinho pelos próximos 20 anos.

A licitação, que teve suas propostas técnica e financeira entregues em 7 de dezembro, ainda guarda seus segredos sob lacres não violados. No entanto, o jogo nos bastidores ganhou um novo protagonista com os seis recursos de impugnação protocolados até o momento. Até o momento, apenas três concorrentes estão na corrida pela gestão do complexo esportivo. Além do consórcio formado pelos rivais cariocas e da Arena 360 de Brasília, o Vasco e a WTorre formaram uma parceria sólida na disputa.

Em resposta ao ge, o Governo do Estado afirmou que todos os recursos foram processados dentro do prazo estipulado, com as contrarazões sendo apresentadas na última sexta-feira. A expectativa é que a análise desses recursos seja concluída na primeira semana de fevereiro, com o resultado sendo divulgado nesse período.

Os concorrentes, buscando desqualificar uns aos outros, entraram com impugnações variadas. Contudo, a Comissão Especial de Habilitação, em análise preliminar, habilitou os três concorrentes no processo, aguardando análise detalhada para possíveis inabilitações. O recurso apresentado pelo consórcio Flamengo-Fluminense levanta questionamentos sobre a documentação de habilitação da Arena 360 nesta fase inicial do processo de licitação. Entre as críticas, destaca-se a certificação incompleta da assinatura digital em declarações, ausência de certidão pela Junta Comercial, certidões de regularidade fiscal apontadas como inadequadas, certidão de cadastro na Fazenda Municipal sem prova de assinatura, falta de documentação obrigatória nos documentos contábeis e, por fim, a insuficiência dos atestados por não mencionarem o período mínimo de três anos de qualificação técnica em jogos.

Em contrarrazão, a Arena 360 respondeu com uma série de documentações que, segundo a defesa, comprovam sua aptidão para a gestão do Maracanã. Classificando a ação do consórcio carioca como uma tentativa de “reduzir a competitividade do certame” e obter vantagens indevidas, a Arena 360 defende-se, argumentando que a busca incessante pela inabilitação é baseada em aspectos excessivamente formais.

O cronograma do processo de licitação permanece inalterado até o momento. Após a divulgação do resultado da análise dos recursos na primeira semana de fevereiro, a fase 2 do processo será iniciada, com a abertura dos envelopes de propostas técnicas dos concorrentes habilitados. As próximas etapas, envolvendo propostas financeiras e a publicação final dos resultados, ainda não têm datas previstas. A disputa, que já promete ser acirrada, promete se intensificar nas próximas fases, mantendo a atenção de torcedores e entusiastas do futebol brasileiro.