FLAMENGO EM DOSE DUPLA APÓS 20 ANOS

Neste domingo, o Flamengo se prepara para um desafio duplo, entrando em campo duas vezes no mesmo dia. A situação, embora pouco convencional, não é inédita na história do clube. Em 27 de fevereiro de 2002, sob o comando de João Carlos da Costa, o time vivenciou um episódio similar: uma vitória convincente por 4 x 1 sobre o Once Caldas pela Libertadores no Maracanã, seguida por uma derrota pelo mesmo placar contra o Americano pelo Carioca, em Moça Bonita, onde Raimundo Nonato comandava as ações à beira do campo.

Duas décadas se passaram, e a história se repete. Dessa vez, a equipe principal, atualmente em Orlando para a pré-temporada, enfrentará o Philadelphia Union em um amistoso, enquanto a equipe mista, composta principalmente por jovens da base, encara o Nova Iguaçu pela 2ª rodada do Carioca. Os torcedores, pelo horário de Brasília, terão a oportunidade de acompanhar os jogos em sequência: às 16h e 18h10.

Em 2002, o Flamengo atravessava um período menos tranquilo. A vitória sobre o Once Caldas representava um alívio após um amargo jejum de 15 jogos. João Carlos, que substituíra Carlos Alberto Torres, não conhecia o sabor da vitória desde sua estreia no comando da equipe, há sete jogos. O público incomum de 11 mil pessoas no Maracanã indicava a desconfiança em relação ao novo técnico.

A goleada por 4 a 1 sobre o Once Caldas foi um respiro em meio a um período de agonia. Nomes como Julio Cesar, Juan e Juninho Paulista, frequentemente convocados para a Seleção Brasileira, faziam parte do elenco do Flamengo de João naquela noite no Rio de Janeiro. A escalação da época incluía Júlio Cesar, Fernando, Juan, Valnei, Rocha, Athirson; Leandro Ávila, Felipe Mello, Petkovic; Juninho Paulista e Andrézinho. O banco de reservas contava ainda com Anderson Alves, Roma e Carlinhos.

“O planejamento foi esse, naquela época, então tivemos que nos adaptar para ir bem. Sabíamos que era difícil, mas o Flamengo sempre teve a ambição e a coragem de fazer um bom campeonato em ambas as competições, mesmo com a prioridade lógica na Libertadores”, recordou Roma, autor de um dos gols na goleada pela competição continental.